
Basf fecha 80 fábricas, corta produção em outras 100 e afeta 20 mil empregados
19/11/2008
A Basf, maior companhia química do mundo, anunciou o fechamento de 80 fábricas no mundo e a redução da produção em outras 100 plantas. De acordo com o comunicado da empresa alemã, cerca de 20 mil empregados serão afetados pelos cortes na produção. Alguns serão demitidos e outros terão a jornada de trabalho e a remuneração reduzidas. No comunicado, a companhia não especifica o número de demissões. A filial no Brasil afirma que as operações na América do Sul não será afetada.
“A empresa está se preparando para tempos difíceis”, afirma o presidente do Conselho de Diretores Executivos da Basf, Jürgen Hambrecht. “A demanda de clientes em mercados-chave caiu significativamente. Em particular, os clientes da indústria automotiva cancelaram encomendas de forma rápida.”
O comunicado da empresa também esclarece que o volume de vendas está sendo impactado negativamente em razão da redução dos estoques dos clientes e da escassez de crédito.
“Em 2008, a Basf não alcançará o ‘excelente’ EBIT do ano passado. E não há como prever como será o próximo ano”, diz Hambrecht.
Os cortes na produção irão afetar, primeiramente, as unidades que atendem os setores automotivo, têxtil e da construção. O encerramento da produção será coordenado pela Verbund, companhia global de produção da Basf, na Europa, na Ásia e na América do Norte.
Setor automotivo
Na terça-feira (18/11), representantes das três grandes montadoras americanas – General Motors, Chrysler e Ford – foram juntas ao governo pedir ajuda. As Três Grandes tentam evitar o colapso com a queda nas vendas no mercado interno e das exportações. Apesar do pedido conjunto dos presidentes Rick Wagoner, da General Motors, Robert Nardelli, da Chrysler, e Alan Mulally, da Ford, a impressão de todos é que os congressistas não se sensibilizaram a agir rapidamente e aprovar um plano de ajuda.
Os líderes democratas no Senado afirmaram que eles não teriam condições de reunir o apoio necessário para mudar a legislação e prover US$ 25 bilhões para a indústria automotiva. As três companhias afirmam que os recursos devem estar disponíveis até o final do ano.
Fonte: globo.com |